Semana Shakespeare: Dia 1 - Romeu e Julieta
10:18
Dados Históricos
A
Tragédia de Romeu e Julieta é
considerada verídica citando-se mesmo como tendo se passado nos primeiros anos
do século XIV. Apesar disso, é tema muito antigo, já existindo na literatura
grega história semelhante. Luigi da Porto é o primeiro a usar o nome de Romeu e
Julieta. Bandello adapta a história que foi traduzida para o francês por Pierre
de Boisteau de Launay. Artur Brooke traduziu desta última fonte em versos
ingleses, dando-lhe o título de Tragical
History of Romeo and Juliet, com o qual publica o poema em 1562. Foi daí
que Shakespeare tirou inspiração para sua tragédia, que segue fielmente a
versão de Brooke. Este último diz ter vindo representar o mesmo argumento, o
que faz os estudiosos acreditarem ter Shakespeare feito uso de uma peça ainda
mais antiga, possivelmente La Hadriana,
tragédia de Luigi Groto, mas tal versão está desaparecida, só existindo hoje a
que foi inspirada na obra de Brooke. Foi representada entre 1596-7 e apareceu
em edição in quarto, em 1597.
Vamos começar a Semana Shakespeare com
uma das obras mais conhecida: Romeu e Julieta. Quem não conhece Romeu e
Julieta. Todo mundo já ouviu falar. E mesmo assim eu resolvi me aprofundar
nesta trágica história lendo a obra do maior dramatúrgico inglês, chamado
Shakespeare.
Romeu e Julieta abre com um prólogo
anunciando a história de dois jovens amantes que irão morrer e suas mortes
conciliará a paz entre suas famílias. Shakespeare abre sua história revelando o
que irá acontecer no final. Como ele conseguiu se safar dessa? Como Shakespeare
conseguiu criar uma história que fez tanto sucesso, revelando o final logo no
início?
Essa é uma história em que a cada cena
desta jornada se torna mais envolvente e dramática. Shakespeare conseguiu fazer
o que a maior parte dos escritores não fazem: criou uma história de sucesso
revelando primeiramente o seu fim. Saber que os amantes irão morrer faz com que
cada vez que nos aproximamos deste destino, ele fica mais profundamente
sentido. Para mim, isso sim é que é drama. Não somente pelo autor ter revelado
o final, mas também pelos sentimentos e pensamentos que essa antecipação
desperta.
''O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos rosa, mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem.''
''Se amor é cego, nunca acerta o alvo.''
''A despedida é uma dor tão suave que te diria Boa Noite até o amanhecer... ''
''Romeu, Romeu! Ah! por que és tu Romeu? Renega o pai, despoja-te do nome; ou então, se
não quiseres, jura ao menos que amor me tens, porque uma Capuleto deixarei de ser logo.''
não quiseres, jura ao menos que amor me tens, porque uma Capuleto deixarei de ser logo.''

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