Semana Shakespeare: Dia 1 - Romeu e Julieta

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Dados Históricos
A Tragédia de Romeu e Julieta é considerada verídica citando-se mesmo como tendo se passado nos primeiros anos do século XIV. Apesar disso, é tema muito antigo, já existindo na literatura grega história semelhante. Luigi da Porto é o primeiro a usar o nome de Romeu e Julieta. Bandello adapta a história que foi traduzida para o francês por Pierre de Boisteau de Launay. Artur Brooke traduziu desta última fonte em versos ingleses, dando-lhe o título de Tragical History of Romeo and Juliet, com o qual publica o poema em 1562. Foi daí que Shakespeare tirou inspiração para sua tragédia, que segue fielmente a versão de Brooke. Este último diz ter vindo representar o mesmo argumento, o que faz os estudiosos acreditarem ter Shakespeare feito uso de uma peça ainda mais antiga, possivelmente La Hadriana, tragédia de Luigi Groto, mas tal versão está desaparecida, só existindo hoje a que foi inspirada na obra de Brooke. Foi representada entre 1596-7 e apareceu em edição in quarto, em 1597.

Vamos começar a Semana Shakespeare com uma das obras mais conhecida: Romeu e Julieta. Quem não conhece Romeu e Julieta. Todo mundo já ouviu falar. E mesmo assim eu resolvi me aprofundar nesta trágica história lendo a obra do maior dramatúrgico inglês, chamado Shakespeare.
Romeu e Julieta abre com um prólogo anunciando a história de dois jovens amantes que irão morrer e suas mortes conciliará a paz entre suas famílias. Shakespeare abre sua história revelando o que irá acontecer no final. Como ele conseguiu se safar dessa? Como Shakespeare conseguiu criar uma história que fez tanto sucesso, revelando o final logo no início?
Essa é uma história em que a cada cena desta jornada se torna mais envolvente e dramática. Shakespeare conseguiu fazer o que a maior parte dos escritores não fazem: criou uma história de sucesso revelando primeiramente o seu fim. Saber que os amantes irão morrer faz com que cada vez que nos aproximamos deste destino, ele fica mais profundamente sentido. Para mim, isso sim é que é drama. Não somente pelo autor ter revelado o final, mas também pelos sentimentos e pensamentos que essa antecipação desperta.

''O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos rosa, mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem.''

''Se amor é cego, nunca acerta o alvo.''

''A despedida é uma dor tão suave que te diria Boa Noite até o amanhecer... ''

''Romeu, Romeu! Ah! por que és tu Romeu? Renega o pai, despoja-te do nome; ou então, se
não quiseres, jura ao menos que amor me tens, porque uma Capuleto deixarei de ser logo.''

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